domingo, 28 de fevereiro de 2010

Escrita. Pausa. (ao som de "Good morning heartache, by Billie Holiday)

Música acessível em:

http://www.youtube.com/watch?v=UY--4SXzwkw

Noite de sábado, editor de textos aberto. Luz apagada, abajour aceso. Mate concentrado, chocolate amargo. Dor de cabeça. Mate concentrado, e uma pílula, para a dor de cabeça.

Uma agradável frente fria está de visita na cidade, trazendo uma trégua para os cariocas. A brisa fresca entra pela janela aberta. É bom não precisar do ventilador.

É sábado à noite, estou com dor de cabeça, produzi muita coisa ontem... E já são meia-noite e quarenta e um. Desisto. Por hoje, desisto. Chega. Essa improdutividade em condições climáticas favoráveis me dá a sensação de inutilidade e incapacidade. Não preciso disso, e minha tese não será sabotada por uma pequena pausa... em um sábado à noite.

Para haver música, é necessário haver pausa. Farei uma hoje. Tenho castanhas e pisco.

Salvo o arquivo, e fecho o editor de textos. Ligo a luz, pego as castanhas e o pisco.

Vou publicar este texto, e assistir a um filme no computador. E será um filme bobo.

Boa noite.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Curtas notas sobre felicidade. (ao som de "Les Jours Tristes", da trilha sonora de "O fabuloso destino de Amélie Poulain")

Música acessível em:

http://www.youtube.com/results?search_query=%22Les+Jours+Tristes%22&aq=f

A vida é feita de um monte de pequenas coisas.

A felicidade, a tristeza, a falta de esperança, são todos grandes nomes dados a grandes conjuntos de coisas pequeninas!

A felicidade é composta de pão quente com manteiga derretendo; vento frio no rosto, em dia muito quente; músicas cantaroladas no ônibus, a caminho de casa. Correr, por correr. E comida. Boa comida, muita comida.

A tristeza é feita de um telefonema ruim, do resultado das contas que te dizem que você não tem dinheiro suficiente, da descoberta de uns quilos a mais, de manchas nas roupas, de falta de se olhar no espelho e sorrir para si mesmo.

A falta de esperança é feita de diversos gestos que agem como se tudo fosse ser sempre assim... Na verdade, a falta de esperança é feita de diversas micro-desistências, gestos de não-agir - ou melhor, de deixar de agir.

Uma coisa, nesses curtos anos, eu aprendi sobre felicidade: se você quer ser feliz, você tem de praticar isso.

Sai do computador agora, vai até um espelho, e sorria pra você. Não digo fazer um sorriso, mas sim sorrir, de fato, para você, como se o teu reflexo fosse outra pessoa.

Vai lá.
Depois, faça uma lista de coisas que tornariam sua vida melhor, e que sejam exequíveis por você, nas condições de hoje. Coisas pequeninas, como caminhar até à padaria, e comer sonho de chocolate.

Já foi?

Um abraço.