terça-feira, 30 de junho de 2009

Novo título. (ao som de "22nd century", by Nina Simone)

Música acessível em: http://www.youtube.com/watch?v=PYcgCiWAv8c

O título mudou.

Muitas coisas tem acpontecido ultimamente. Estamos em uma época formidável: crises econômicas, pragas, morte do Papa, morte do Rei (do Pop), aquecimento global, produção de miséria em grande escala...

Construindo de forma desajeitada e egocêntrica, um fim-de-mundo.

Tentando construir um fim de mundo mais elegante, ao lado de outras pessoas, me coloco de forma mais delineada, a partir de agora, enquanto cientista. Esperando trazer algo belo para esse mundo...

Convido vocês para o mesmo. Empolguem-se com coisas reais, Preocupem-se com coisas reais, cumprimentem a caixa no supermecado...
Continuem escutando a música.

Forte abraço.

Acerca dos paradoxos provocados pela experiência da felicidade. (ao som de “Black is the colour of my true love’s hair, by Nina Simone)

Música acessível em: http://www.youtube.com/watch?v=9B_Eimetq00

Chuva de inverno lá fora, tempo tranqüilo. Noite. Biscoitos, chá-mate e pasta de soja com ervas finas. A luz do abajur ilumina o PC, sala escura.

Estou escrevendo aqui só porque você me disse que eu não escrevia há muito tempo. Você sabe que estou falando de você, e com você. Obrigado pelo comentário, que me faz escrever em outras formas que não a científica. Há tempos desejava escrever um texto sobre o outono, e essas notas outonais saem então, aqui, tardias, em um cinza sábado de junho. Os dourados raios do sol de inverno padecem detrás de uma nuvem ou outra, diversos tons de cinza que se estendem pelo céu.

Chá mate ao meu lado, pausa da escrita de artigo científico. Eu estou em uma ótima fase profissional e pessoal. Posso dizer que nunca estive tão feliz em minha vida. Mas, paradoxalmente, às vezes sinto falta de tempo para mim mesmo. Feliz e asfixiado. Feliz e infeliz. Por um lado, encantado com a exuberância de uma aventura do pensamento. Por outro, asfixiado como se esta aventura do pensamento se passasse em um labirinto.
Cansa-me não só o trabalho, mas também as falas das pessoas como se eu me ausentasse delas e somente delas. Será que elas não pensam que eu também me canso? As falas são sempre falas de pedintes de atenção... Será que elas não percebem que isso também me afeta, que estou trabalhando demais?

Eu quero férias. Do trabalho, das pessoas, de tudo. Preciso respirar. Uma boa solidão.
Às vezes penso no futuro... Mas ele me parece tão imprevisível que tenho procurado viver um dia de cada vez.

Se estivesse de tarde, iria caminhar um pouco, mas a preguiça e o trabalho me prendem em frente ao PC, para continuar o artigo. Quando forem 21 horas, vou fazer minha noturna caminhada diária. Táticas para não engordar em um trabalho sedentário.

“O segredo é, manter-se no estado de partida, mesmo ao chegar. Economiza-se em apresentações e despedidas”.

E vocês? O que vocês andam fazendo de suas vidas?

Até o próximo texto.
Um abraço. Gole de mate, salvo este texto, volto ao trabalho
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